Depois
de 75 anos finalmente a Warner Bros decidiu apostar no filme de uma das maiores
heroínas da D.C, Mulher Maravilha
que, até então, estava engavetado desde 1996 e que o projeto passou pelas mãos
dos diretores como Ivan Reitman (Os caças Fantasmas) e anos seguintes Jon Cohen
(Minority report); Joel Silver (Matrix), mas nada a ponto de concluir o
projeto.
O
filme conta com a direção de Patty Jenkins (Desejo assassino, 2003) e que até
então dificilmente uma mulher tem a oportunidade de dirigir um blockbuster, ainda mais sendo um
personagem de histórias em quadrinhos.
A
trama busca contar a origem da Semi-Deusa Diana que é filha de Zeus e Hipólita.
Ela cresceu com Amazonas e por isso acreditou sempre ser uma, mas descobre que possui
superpoderes ao qual nenhuma delas tem.
Para
os fãs da Mulher Maravilha, este filme teve grande aceitação pela superprodução
e também a simplicidade e delicadeza ao (re)criar a personagem, sem exageros ou
transforma-la como uma mulher robusta, cheia de músculos e que faz jus ao
desenho animado da década de 80 “A Liga da Justiça”, mostrando uma mulher
magra, esguia que possuía braceletes, chicote da verdade e claro, o seu jato invisível.
Zack
Snyder que dirigiu o filme 300 (2007), assina esse projeto como roteirista e
produtor, pois deixou de lado a direção por conta de uma tragédia familiar. Gal
Gadot foi a escolha certeira de Jenkins.
Uma
ex-Miss Israel em 2004 e também serviu o exército, mas por ser uma atriz novata
foi alvo de críticas quanto sua performance num papel icônico mas, a moça
pareceu ser feita para interpretar a Mulher
Maravilha.
Um
fato curioso é que Gadot em quase todas as cenas de ação ela dispensou
dublê mesmo estando grávida de 5 meses e,
para ocultar sua barriga a produção colocou uma espécie de pano verde (Chroma
Key) para a edição das cenas.
Mulher Maravilha é um filme que caiu no gosto do público
é o que confirmam as bilheterias, que disparam a cada dia mais, e isso foi
apenas na estreia dos EUA rendeu 100 milhões de dólares.
Esse
filme foi feito para fãs e não fãs de HQ’s
da D.C, mostrando que a famosa heroína de todos os tempos está atualizada mas
sem perder sua essência desde seu surgimento. Ela questiona as convicções entre
o bem e o mal e descobre que o ser humano é complexo mesmo para uma deusa
entender.
Vemos
gêneros variados durante o filme que vão do drama ao cômico e claro muita ação
e grandes lutas coreografadas à la matrix
diga-se de passagem, deixando o filme visualmente interessante.
A
Mulher Maravilha de Jenkins não
busca ser uma Femme Fatale mas sim,
mostra uma mulher que se mantém no mesmo nível de heróis masculinos e sem ser
sisuda ou arrogante trazendo um questionamento sobre a exaltação feminina mas
sem grande conscientização ou moralismo barato.
RECOMENDO!!!
Janaina
Jarski
Mulher-Maravilha (Wonder
Woman)EUA, 17. 2 horas e 21 min. Direção de Patty Jenkins. Com Gal
Gadot, Chris Pine,David Thewlis, Robin Wright, Connie Nielsen, Elena Anaya,
Ewen Bremmer, Danny Huston, Said Tamaghoui. Samantha Jo. Argumento de Zach
Snyder.